sábado, 1 de dezembro de 2012

Comunique-se melhor e mude sua imagem

Melhore sua comunicação pessoal e saia na frente da concorrênciaO fim do ano está próximo. É a hora de pensar em mudar tudo o que não deu certo. Com 2013 as oportunidades que não vieram e que você não criou podem renascer e aí deve-se estar bem preparado, com um bom currículo tinindo e, claro, seu marketing pessoal idem.
Uma das saídas mais importantes para qualquer um que venha a querer melhorar sua imagem no mercado, entre seus amigos ou colaboradores é caprichar na comunicação. Saber se utilizar de algumas regrinhas simples e outras um pouco mais complicadas podem fazer você se sair bem nesta área tão fundamental para qualquer profissional.
O que mais tenho constatado entre meus alunos é que a comunicação, por fazer parte do dia-a-dia de todo ser humano, é negligenciada como ciência. Mas vamos a algumas dicas interessantes e que todos podem exercitar. O resultado é ser apontado como alguém diferente – para melhor! – no mercado, saindo-se com muita vantagem em relação aos concorrentes.

Seja natural ao falar

E só somos naturais quando sabemos do que estamos falando, ou seja, conhecemos o nosso assunto. Só assim é que passamos naturalidade e não aquela imagem de artificial.

Use de entusiasmo!

Uma pessoa entusiasmada contagia a outra. Isso é inevitável quando você fala de algo animadamente, defendendo seu ponto de vista com firmeza, mas com muita educação e simpatia.

Tenha uma postura correta

Tem gente que parece estar carregando o mundo nas costas ou então o peso da barriga é tão grande que o interlocutor se transforma num amontoado de carne, gordura e ossos. Fique ereto, encolha a barriga ao máximo e crie uma postura, mas que seja natural para também não ficar parecendo um soldado em continência.

Cuidado com vícios de linguagem!

Eu sei, esta é uma das regrinhas mais difíceis, pois requer uma atenção redobrada quando estamos falando sobre algo. É um tal “né”, “então”, “viu” e “tá certo” que tira qualquer observador do sério. Aqui não tem jeito, só se policiando mesmo.

Menos é mais na comunicação

Esta é pra fechar. Se você é daqueles que fala muito ou escreve linhas e mais linhas para dizer algo, pare e mude sua direção. Numa boa comunicação, quanto mais direto você for, menos chances de errar você terá. E não vale usar isso como desculpa para o tal do “curto e grosso”. Nada disso. Seja breve, mas seja educado.
Pratique isso esta semana e depois me conta o resultado, ok!
Fonte da imagem: Web books

Sobre Danilo Amaral

Danilo Amaral é formado em jornalismo com pós-graduações em Gestão e Marketing Eleitoral e Político. Trabalha com consultoria na área de comunicação, é repórter, produtor e apresentador de TV.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não basta tentar ser sem parecer | Opinião | O POVO Online

Não basta tentar ser sem parecer | Opinião | O POVO Online


É possível confiar em alguém que não conhecemos? E se ainda este alguém tem, há gerações, sua imagem associada a notícias de irregularidade, crime, opulência e inacessibilidade? É possível uma relação de confiança entre duas partes? Claro que não! Eis uma leitura, digamos, mais empírica da pesquisa O POVO/Datafolha divulgada esta semana sobre a confiança da população nas instituições mais próximas de nosso dia a dia.

Com os percentuais mais altos de desconfiança estão partidos políticos, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, respectivamente com 51%, 50% e 49%. Ou seja, metade dos entrevistados não acredita nestas instituições (Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado ficaram com 38% e 24% de desconfiança).

Voltamos à pergunta: é possível confiar em quem não se conhece? Você já foi à Assembleia? Conhece o endereço de funcionamento da Câmara? Sabe o que faz um partido político quando não está pedindo votos em época de eleição, como atualmente?

Se a população e estas instituições estão separadas por um abismo cultural e histórico, como esperar números melhores de uma pesquisa que fale sobre confiança? Credibilidade é algo caro e que se conquista pouco a pouco, todos sabem disso. Para crer em alguém ou em algo temos que ter um mínimo de relacionamento, estar perto, participar, interagir. E não parece ser isto algo comum entre o cidadão e um partido político, por exemplo.

Que tipo de ação desenvolve uma legenda durante os dois anos que separam as eleições municipais e estaduais/federal? Ou será que partido só deve existir para eleger? Não. E a imagem dos legislativos municipais e do Estado, na mente e no coração das pessoas, como está? Há algum trabalho que fomente a educação política e cidadã no cearense? Algo que minimize a ideia de que nestas Casas só há corrupção e articulações sombrias e que política é coisa de espertalhão? Estes espaços públicos (salões, plenários, salas de audiências, gabinetes etc) não deveriam fazer parte dos currículos acadêmicos dos estudantes, futuros eleitores e políticos do nosso Estado?

Com tais percentuais de credibilidade é impossível seduzir o cidadão de bem para política participativa, atraí-lo para mobilizações suprapartidárias, chamá-lo a exercer seus direitos e deveres na construção de uma sociedade melhor. Como diz o velho ditado: “não basta ser, tem que parecer”. Nossas instituições, no entanto, aos olhos do povo, nem são e muito menos parecem.

Danilo Amaral
daniloamaraljornalista@gmail.com 
Jornalista e especialista em Marketing Eleitoral e Político

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


ENQUETE 19/08/2012

Quais as expectativas para o início do horário eleitoral?

Candidatos a prefeito e a vereador participam, a partir do próximo dia 21, do programa eleitoral gratuito e obrigatório de TV e rádio. Quais suas expectativas?
VALMIR PONTES FILHO
Advogado

Nada animadoras, em relação aos candidatos à Câmara Municipal. A falta de conhecimento, por grande parte deles, das verdadeiras competências constitucionais dos municípios, leva-os a fazer promessas mirabolantes. Seria ótimo se todos se preparassem sob competentes assessoramentos. Já quanto aos candidatos a prefeito, o que sinceramente espero é que prevaleçam os discursos propositivos, sérios, de quem tenha efetivo compromisso e comprovada relação histórica com a nossa cidade. As críticas, se feitas, que o sejam de forma respeitosa e pertinente à atuação partidária ou político-administrativa de cada um. Jamais as de natureza meramente pessoal. Finalmente, o que o eleitorado deve extrair dos discursos não é a eloquência verborrágica de quem disto eventualmente se valha, mas o conteúdo que eles contenham, em especial no que respeita à decência, à transparência e à ética, tanto pessoais como no trato da coisa pública.

LUCILI CORTEZ
Professora de Ciência Política da Uece e doutora em História

O horário eleitoral gratuito, da forma como tem sido apresentado, não tem possibilitado o maior conhecimento do eleitorado sobre os candidatos aos cargos a prefeito no próximo pleito eleitoral. A distribuição do tempo de acordo com a quantidade de alianças dos partidos políticos impossibilita o conhecimento das propostas, como também a rápida exposição de candidatos a vereador reduz o tempo disponível para discussão, sendo mais viável encontrar uma alternativa para esse tipo de campanha. Para ocorrer um real processo democrático e uma votação em que os eleitores possam escolher conscientemente seus representantes no Executivo e no Legislativo, deveria haver a previsão de tempo no horário eleitoral gratuito e obrigatório em que todos os candidatos a prefeito pudessem expor suas propostas para conhecimento dos eleitores, possibilitando uma votação consciente.

DANILO AMARAL
Jornalista com especialização em marketing político-eleitoral
É possível que nenhum eleitor – salvo os envolvidos em campanhas – esteja ansioso pelo início do horário eleitoral. A constatação vem de experiências passadas, ou seja, nada de novo há décadas. O mesmo formato, alguns efeitos de edição, promessas, piadas e ataques, sem falar nos candidatos que apostam nas performances bizarras. Então, o que pode fidelizar o eleitor, segurando-o sentadinho em seu sofá ou no fundo de sua rede diante do rádio e do televisor? Respondo com a palavrinha inovação. Quando peço inovação não é apenas na plasticidade do horário – bem-vinda! – digo da fala sincera e objetiva do postulante ao cargo de prefeito e vereador, sem projetos mirabolantes. Mesmo diante do crescente poder da web ainda é pela telinha e pelas ondas do rádio que o candidato pode criar uma atmosfera de “conversa ao pé do ouvido” com o cidadão. O novo eleitor não quer apenas ouvir; chegou a vez dele falar. Que os políticos saibam disso.

PRECILIANA MORAIS
Socióloga e professora da Universidade de Fortaleza

As expectativas vão além do horário eleitoral. A mídia, como veículo de grande inserção nos espaços privados, transmitirá para o público as propostas dos candidatos que corresponderão aos anseios e carências sociais. O desafio para cada um dos que pretendem governar a Cidade nos quatro anos é construir e manter a credibilidade do cidadão na política e no político. O que deveria estar junto – a política como vocação e a consciência do exercício parlamentar – mostra-se separado numa dinâmica orientada por interesses utilitaristas e, algumas vezes, exclusos. Nesse contexto, as expectativas direcionam-se para a exigência da práxis. Se existem propostas e compromissos de cada um que se arvora no campo político, por que não efetivá-los? Afinal, servir à população por meio da atividade política deveria ser uma honra, uma ação nobre, não uma carreira guiada por interesses individuais ou de grupos. As expectativas ainda são de esperanças.

EDUARDO GOMES
Sociólogo e professor da Universidade Federal da Paraíba

A qualificação do horário eleitoral exige a apresentação e o debate de propostas para questões importantes e graves que afetam a cidade. Como efetivar uma reforma democrática da estrutura institucional da Prefeitura, possibilitando a participação da sociedade na formulação, execução e controle social das secretarias, políticas e orçamentos públicos? Como realizar uma interlocução democrática com os movimentos populares e com os servidores públicos? Como estruturar o planejamento urbano, através do Plano Diretor e do Instituto de Planejamento Urbano? Como viabilizar institucionalmente mecanismos de controle democrático da sociedade sobre os procedimentos e atos administrativos da área de planejamento urbano? São atos e procedimentos de fiscalização, autorização, construção, uso, tributação, e outros, que regulam a produção social do espaço urbano, e que são realizados sem nenhum grau de transparência pública ou controle social.

HÉBELY REBOUÇAS
Repórter do Núcleo de Conjuntura do O POVO
Quem gosta de política não vê a hora de a propaganda eleitoral na televisão começar, embora a expectativa seja de que, nos primeiros dias, o clima morno prevaleça. Não se esperam críticas duras à atual gestão em Fortaleza e aos adversários neste início da empreitada. Em geral, os candidatos sabem que é mais simpático apenas se apresentar, divulgar promessas e encher os olhos do eleitor com imagens bonitas, clipes bem elaborados, textos tocantes. Porém, uma hora bate o desespero – sobretudo porque, quando se der o start na propaganda, os candidatos começarão a se movimentar no ranking das pesquisas de intenção de voto. Caso Roberto Cláudio (PSB) não deslanche, não haverá saída a não ser exibir as mazelas de Fortaleza e atacar o candidato da continuidade da atual gestão, Elmano de Freitas (PT). Apesar da fase “paz e amor”, Moroni (DEM) também deve ir para cima, assim como Marcos Cals (PSDB), que não tem nada a perder.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Carreira: A marca que somos nós

Como você cuida da sua marca e marketing pessoal?Gerenciar com maestria o próprio negócio não é nada fácil. Para quem aposta neste caminho – de pedras e flores – vai precisar da união de inúmeros talentos e conhecimentos, da psicologia humana a estatística, passando pela sociologia e economia. Sim, nada fácil não é? Mas, digamos que a sua praia não seja montar um negócio, porque a veia de empreendedor é para os outros. Ok, mas nem por isso você precisa abandonar o gerenciamento por completo. Que tal usar aqueles talentos descritos acima e dar a eles uma dinâmica mais, digamos, pessoal?
Você pode se tornar o foco dos seus investimentos. Em vez de gerenciar um negócio (loja, indústria, serviços etc), faça isso com sua carreira. Sim, isso é possível, pois da mesma forma que o empreendedor deve investir na compra de equipamentos, cuidar da comunicação visual de sua loja, acompanhar o fluxo do caixa e estar bem atualizado para a concorrência e novidades de seu segmento, assim você também pode atentar para tudo isso e muito mais, só que no quesito carreira profissional. Basta fazer uma conexão, que é bem fácil. Veja só:
  • Negócio = Carreira profissional;
  • Equipamentos = Conhecimentos, idiomas, cursos etc;
  • Comunicação Visual = Imagem pessoal, roupas, vocabulário etc;
  • Caixa = Controle financeiro de contas, cartões, investimentos em roupas, estudos etc;
  • Atualização de Mercado = Currículo atualizado, pesquisas salariais, novas profissões etc;
  • Concorrência = Atualização dos seus conhecimentos, administração do tempo, estar bem informado, agregar valor a sua imagem etc.
Pode apostar que a lista vai muito além desta. Exemplos de carreiras de sucesso de homens e mulheres referências no mercado corporativo não faltam. Então, se você acredita que tem talento, mas não está interessado em fundar uma empresa, mire seu gerenciamento para sua carreira e brilhe como profissional de mercado.
Fonte da imagem: Premier Writing Solutions

Sobre Danilo Amaral

Danilo Amaral é formado em jornalismo com pós-graduações em Gestão e Marketing Eleitoral e Político.
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sábado, 28 de julho de 2012


Consumidor exigente, político de qualidade



Os consumidores e eleitores estão cada vez mais exigentesVêm sendo fácil acompanhar as melhorias da população em quesitos como renda e empregabilidade. As classes mais baixas estão podendo comprar cada vez mais, mediante acesso ao crédito e as escolhas pluralizadas. Sim, tudo isto é fato, mas qual a relação proposta pelo título deste artigo, ou seja, do poder de compra dos brasileiros de classes como C e D com as eleições deste ano?
Eu explico: o que acontece com alguém que pode pagar por mais qualidade? Bom, dentre outras mudanças, o consumidor passa a ser mais exigente em aspectos como atendimento personalizado, garantias de reposição, formas de pagamentos e outros fatores ligados à satisfação. Basta dar uma volta em qualquer bairro da periferia para constatar: o cliente de classes historicamente menos favorecidas anda mais exigente.  Salões de beleza, por exemplo, continuam sendo abertos em garagens de casas, de um jeito informal e tal, porém, agora com ar condicionado e com pagamentos no cartão. O que é isso senão a adaptação do empreendedor acompanhando a mudança de sua clientela? E é aí que entra a relação: o consumidor – leia-se também, eleitor– quer sim, um candidato melhor, assim como um bem ou serviço melhor.
Ora, se eu como consumidor venho me tornando cada vez mais exigente quanto à qualidade de tudo o que o mercado de bens me oferta: se eu quero um vendedor que me atenda bem; se eu exijo um produto de qualidade e um serviço na medida certa de minhas expectativas, e, ainda, se eu sei que posso exigir tudo isso pelo simples fato de que posso pagar o preço que me cobram, por que, com tanto poder em minhas mãos – e bolso!– devo aceitar uma campanha sem qualidade?
Se exijo como consumidor, passo a exigir como eleitor também, na mesma medida. A mudança comportamental envolve-nos como um todo, não em parte. A lógica do consumo passa a ser a lógica do eleitor, pois não vou aceitar um candidato “mais ou menos”, numa campanha “mais ou menos”, com propostas e discursos idem.
Se os políticos e partidos continuarem apostando em candidatos sem conteúdos e militantes que só sabem panfletar santinhos, as urnas trarão surpresas. É o novo consumidor brasileiro alimentando o novo eleitor num processo sem volta.
Fonte da imagem: Karima-Catherine

Sobre Danilo Amaral

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segunda-feira, 9 de julho de 2012


Atendimento: Seu colaborador no lugar certo

A velha cena sempre se repete: o comprador chega, o vendedor ou a recepcionista nem o olha. Na loja, diante da vitrine, ele se interessa por algo. O objeto, sem preço, lhe chama atenção, mas ninguém vem atender. Um grupo de colaboradores parados conversam entre si. Ou então, numa outra situação, mas não menos constrangedora, alguém chega a uma loja para conhecer os novos modelos de sapatos e o vendedor fica te seguindo como cão farejador, não deixando o possível cliente à vontade.
São muitas as situações onde o primeiro contato com a empresa se torna o último pelo simples fato de ter o colaborador certo no cargo errado. Para atender pessoas, a recepcionista deve gostar de pessoas, deve sorrir de forma amigável e natural para elas, não porque disseram pra ela sorrir, mas porque ela é espontânea nisso.
Para vender, o colaborador deve igualmente gostar de pessoas e mais, gostar de servir, de dar atenção, de ser útil. A venda é apenas um dos caminhos trilhados pelas estratégias de marketing, assim como o treinamento e até a identificação do melhor profissional para a frente do negócio. Não basta o gerente ou mesmo o dono ser bem capacitado no que tange ao atendimento. Encantar o cliente deve ser o objetivo, em primeiro lugar, de quem o recebe e não são os gerentes e donos que fazem isso na maioria das vezes, é a mocinha por trás do balcão, é o porteiro, é o vendedor.
Não que o marketing tenha que fazer o papel de RH, mas deve orientar, baseado no perfil dos compradores e de sua estratégia, que tipo de atendimento e treinamento os colaboradores devem ter. Pessoas certas nas funções certas economiza desgaste para marca, evita reclamações no SAC e ainda deixa uma certeza positiva para a famosa frase: “Volte sempre!”
Gostou do texto? Ele está concorrendo na seleção para novos autores no Ponto Marketing. Se você gostou, comente e ajude a aprovar o autor no nosso processo seletivo!
Se você também quiser participar da seleção, clique aqui.
Danilo Amaral  é jornalista e professor de comunicação com pós-graduação em Gestão e Marketing.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Meu mais recente artigo para o jornal O Povo


ARTIGO 03/07/2012

Consumidor exigente, candidato de qualidade


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Vêm sendo fácil acompanhar as melhorias da população em quesitos como renda e empregabilidade. As classes mais baixas estão podendo comprar cada vez mais, mediante acesso ao crédito e as escolhas pluralizadas. Sim, tudo isto é fato, mas qual a relação do poder de compra dos brasileiros de classes como C e D com as eleições deste ano?

O que acontece com alguém que pode pagar por mais qualidade? Bom, dentre outras mudanças o consumidor passa a ser mais exigente em aspectos como atendimento personalizado, garantias de reposição, formas de pagamentos e outros fatores ligados à satisfação. Basta dar uma volta em qualquer bairro da periferia para constatar: o cliente de classes historicamente menos favorecidas anda mais exigente. Salões de beleza, por exemplo, continuam sendo abertos em garagens de casas, porém, agora com arcondicionado e com pagamentos no cartão. O que é isso senão uma mudança na preferência? E é aí que entra a relação: o consumidor – leia-se também, eleitor– quer sim, um candidato melhor, assim como um bem ou serviço melhor.

Ora, se eu como consumidor venho me tornando cada vez mais exigente quanto à qualidade de tudo o que o mercado de bens me oferta; se eu quero um vendedor que me atenda bem; se eu exijo um produto de qualidade e um serviço na medida certa de minhas expectativas, e, ainda, se eu sei que posso exigir tudo isso pelo simples fato de que posso pagar o preço que me cobram, por que, com tanto poder em minhas mãos – e bolso!– devo aceitar uma campanha sem qualidade?

Se exijo como consumidor, passo a exigir como eleitor, na mesma medida. A mudança comportamental envolve-nos como um todo, não em parte. Na lógica do consumo, não vou aceitar um candidato “mais ou menos”, numa campanha “mais ou menos”, com propostas e discursos idem.

Se os políticos e partidos continuarem apostando em candidatos sem conteúdos e militantes que só sabem panfletar santinhos, as urnas trarão surpresas. É o novo consumidor brasileiro alimentando o novo eleitor.

Danilo Amaral
daniloamaraljornalista@gmail.com
Jornalista e especialista em Marketing Eleitoral e Político

Consumidor exigente, candidato de qualidade | Opinião | O POVO Online

Consumidor exigente, candidato de qualidade | Opinião | O POVO Online

terça-feira, 19 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Sustentabilidade e endomarketing: tudo começa de dentro para fora

A sustentabilidade da sua empresa acontece de dentro para fora?Em tempos de Rio+20sustentabilidade  é o assunto da semana. Muitas empresas estão desde o mês passado surfando nessa onda de sustentabilidade e colhendo frutos. Algumas são sinceras e estão apenas mostrando que estão antenadas com a responsabilidade que o novo tipo de consumidor exige; outras maquiam algumas coisas para se fingir de sustentáveis. Colocam uma bela capa para embelezar o exterior, sem lembrar que sustentabilidade começa no interior da organização.

Sustentável, de dentro pra fora

Empresas que se apresentam como organizações sustentáveis apenas por mostrarem fotos dos funcionários plantando mudas de árvores em quase extinção ou dizendo que separam o material reciclável são as “sustentáveis de fachada“. Uma empresa realmente ligada na sustentabilidade sabe que as pessoas são a mola mestra nesse processo todo e que qualquer ação sustentável começa com elas.
Quando falo de ações sustentáveis com pessoas não estou me referindo a dizer que quem for o último a sair da sala, apague a luz. Esses pontos básicos e simples todo mundo deve saber. A questão maior é a integração da empresa com as pessoas que lá atuam dentro de uma relação justa, harmoniosa e sustentável para ambas as partes, equilibradamente.

Como assim?

Uma grande parte das empresas firma seu relacionamento com seus funcionários apenas e exclusivamente no compromisso da troca do trabalho deles pelo dinheiro e benefícios dela. Esse é o básico da relação de trabalho e era suficiente em outras épocas. A pressão constante pelos lucros fazia essa balança pender para o lado da empresa, exigindo do funcionário bem mais do que pagava a ele. Pela falta de empregos, o empregado se submetia ao empregador e se permitia ser explorado além do que era justo. Mesmo isso sendo socialmente aceitável tempos atrás, ainda se pratica hoje em dia por organizações onde o lucro é maior que a relação humana.
Tempos mudam e agora tanto colaboradores quanto clientes estranham empresas que não valorizam quem faz parte dela. O endomarketing, o chamado marketing interno, é o processo usado para reverter esse tipo de clima ruim e tornar a empresa mais sustentável e modernizada em seu modo de gestão. O endomarketing vai cuidar de “vender” a empresa para seus clientes internos, conquistando-os e tornando-os parte dos valores da organização.
Quando os colaboradores estão integrados com a empresa, e esta com eles também, então a base está formada para só então a empresa se tornar realmente sustentável. Treinar constantemente os funcionários e dar condições para que eles desempenhem suas atividades da melhor forma trás o funcionário para dar suas energias dentro desse processo; sincronizar as expectativas da empresa com a dos empregados leva a empresa até eles. Estando organização e colaboradores alinhados e harmonizados em seus objetivos, tudo que for de sustentável que a empresa queira apresentar ao público externo será realmente sincero e válido, duradouro e eficaz.
Sua empresa é sustentável de dentro para fora ou apenas de fachada?


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/sustentabilidade/sustentabilidade-e-endomarketing-tudo-comeca-de-dentro-para-fora/#ixzz1xjFi6fTB 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mídias sociais reforçam campanhas | Economia | O POVO Online

ELEIÇÕES 05/06/2012

Mídias sociais reforçam campanhas

Mídias sociais reforçam campanhas e focam em novos públicos. De acordo com especialistas as pessoas estão mais exigente e as mídias devem tratar o material de campanha de forma focada em públicos específicos
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É impossível negar que as mídias sociais assumem um papel importante nas campanhas eleitorais. Mas elas vieram para agregar as ações feitas nos meios convencionais como jornais e televisão. De acordo com especialistas, o fortalecimento desses espaços não muda tanto as práticas. Apenas precisam ser trabalhados de forma diferenciada e para públicos “selecionados”, e assim a relação com o político pode ficar mais próxima. Outra consideração é de que o público está cada vez mais exigente e o material veiculado pelas mídias sociais deve ganhar também na qualidade.

Uma questão vem à tona: como utilizar as ferramentas oferecidas? Para o especialista em Marketing Eleitoral Político, Danilo Amaral, nunca um vídeo veiculado na televisão pode ser passado igual na internet, por exemplo. E outra, na internet há a possibilidade do candidato jogar uma ideia e focar no público que tenha afinidade com o tema.

“Se eu gravo um vídeo, tem que ser curto e objetivo, ter uma plástica legal e usar uma linguagem próxima da internet. Eu tenho que fisgar essa pessoa de uma forma objetiva, com link diferente para uma fotografia”, diz Amaral. Na avaliação dele, as redes sociais são feitas muito mais para ouvir do que falar, no caso dos candidatos é preciso cuidado no que pode ser postado.

Já a diretora da agência de publicidade Acesso e presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Ceará (Sinapro-CE), Ana Celina Bueno, avalia que os próprios candidatos devem trabalhar melhor com as mídias sociais. “Na realidade, o que a gente vê hoje é que os candidatos postam muitas ações do dia a dia. Não usam as mídias como espaço de discussão. Eles não entenderam que esse espaço é de disseminar ideia, buscar subsídios mais profissionais”, critica Bueno.

No entanto, para Bueno, com a força que as mídias sociais têm, especialmente no Brasil, indiscutivelmente o acesso a uma campanha de massa não ficou restrito somente aos majoritários de cada partido, que tem acesso aos horários de rádio e televisão. “Havendo um bom gerenciamento das ferramentas, no que diz respeito à geração de conteúdo e adequação das estratégias ao meio, pode gerar um impacto de massa. É a mídias mais democrática”, avalia

Conforme Bueno, as mídias são mais transparentes e têm muita verdade. “O principal impacto é o feedback que se pode ter de imediato, com a possibilidade de mensurar o perfil das pessoas, por exemplo. É uma tribuna livre, porém deve ser ocupada com muita responsabilidade”. As mudanças,segundo ele, são de formato e rapidez. “Entre o MSN e o Orkut e as febres da atualidade com Facebook, Twitter e Instagran, muda o formato do conteúdo, a praticidade de acompanhamento de imagem e som, e a facilidade de retorno.”

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

As campanhas eleitorais contam com várias estratégias para captar eleitores. Com as ferramentas online, o eleitor acaba participando mais ativamente dos debates e assumem novas posturas.

Saiba mais 

Só a partir de seis de julho pode haver manifestações/propagandas eleitorais.

Pela lei, a propaganda antecipada pode gerar uma multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil. (Parágrafo 4, artigo 1º, resolução Nº 23.370)

São aplicadas multas de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem usa o anonimato na internet para fazer propaganda negativa. (artigo 25 da resolução 23.370).

Na internet,é proibida a veiculação e propaganda eleitoral paga e também a propaganda nos sites de pessoa jurídica com ou sem sem fins lucrativos, e ainda em sites oficiais. (Multa de R$ 5 a R$ 30 mil para o responsável).

Marketing eleitoral é o conjunto de ações objetivando mostrar ao eleitor que as propostas do candidato são as melhores para resolver os problemas que o eleitor apresenta como prioritários.

A empresa não pode denegrir o candidato, caluniar e fazer propaganda negativa de outros concorrentes. Também não pode prometer ao eleitor aquilo que o candidato não vai cumprir.

Uma empresa quando inicia o trabalho faz a pesquisa qualitativa para detectar as necessidades e prioridades dos eleitores.

Fonte: Djalma Pinto, advogado especialista em direito eleitoral.